DEU NA ISTOÉ- REPORTAGEM SÉRGIO PARDELLAS
A ocupação de cargos estratégicos do Estado pelo PT, o que cientistas políticos chamam de “aparelhamento”, chegou ao clímax nos últimos meses e alcançou setores estratégicos até então considerados intocáveis pelo próprio Palácio do Planalto. Hoje, áreas que, em tese, deve-riam ser comandadas por pessoas com notório saber e capacidade técnica são gerenciadas por petistas, como é o caso do INSS, do Ibama e da Caixa Econômica Federal. A mais recente dança das cadeiras colocou sob influência petista um setor que havia escapado ileso ao primeiro mandato de Lula, mas, mesmo por isso, era um dos grandes pilares de sustentação do êxito de sua administração: a Secretaria da Receita Federal, responsável pelo formidável crescimento da arrecadação federal, que saltou de R$ 35,7 bilhões em janeiro de 2003, em valores atualizados, para R$ 54,4 bilhões no mês passado.
A voracidade do PT em ocupar espaço na administração federal é claramente demonstrada na radiografia da distribuição de cargos de confiança. Nos últimos dois anos, o governo Lula criou 10.191 novos cargos comissionados, chegando ao número recorde de 31.278 postos de livre provimento, contra 19.943 do governo anterior.
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